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IPASEAL SAÚDE

Instituto de Assistência à Saúde dos Servidores do Estado de Alagoas
Quarta, 13 Março 2019 19:53

Positividade aliada à medicina convencional produz resultados surpreendentes contra doença degenerativa

Texto Ana Rita Moura – Ascom – Ipaseal Saúde. Foto: colaboradores

Ela é costureira; Ela cozinha, faz bolo; Ela produz peças em crochê; Ela pinta, colore e rabisca; Ela é vaidosa, espirituosa e determinada; Ela é uma incansável guerreira. Ela é Edileuza Gomes de Araújo, usuária do Ipaseal Saúde e tem ‘ELA’ - Esclerose Lateral Amiotrófica, doença degenerativa do sistema nervoso, que acarreta paralisia motora progressiva, irreversível, de maneira limitante.

Mas, neste caso em particular, o placar está a favor de Edileuza, carinhosamente conhecida como ‘Tia Lêda’. O motivo está no lento desgaste dos neurônios em seu organismo. A perda gradual de força e da coordenação muscular dela se dá de forma mais prolongada do que normalmente ocorre nos portadores de ELA.

A perda total da capacidade funcional do corpo geralmente acontece no período de três a cinco anos. Entretanto, Lêda continua a desafiar as estatísticas. Segundo sua filha, Valéria Araújo, a mãe convive com os sintomas da doença há mais de sete anos, mas o diagnóstico correto foi apresentado há três anos e meio.

“Minha mãe é um caso raro. Claro que ela convive com as limitações impostas pela ELA, como dificuldade para falar, mastigar e engolir alimentos, os engasgos, franqueza e limitações em alguns movimentos. Mas, até hoje, ela realiza muitas atividades, como as domésticas, que outras pessoas no mesmo estágio da doença não conseguem”, explica Valéria.

Para Valéria o apoio de familiares e dos amigos é fundamental para os resultados positivos. “A força de vontade da minha mãe somada a união da família e o trabalho dos profissionais da saúde, que a acompanham fazem a diferença e melhoram a qualidade de vida dela”, afirma.

HOME CARE

Lêda é usuária do Ipaseal Saúde e uma das nove pacientes atendidas pelo serviço de Home Care oferecido pelo plano de saúde. Ela é acompanhada também pela coordenação e pelos profissionais da saúde do Programa de Assistência Domiciliar do Ipaseal (PADI).

Positividade aliada à medicina convencional produz resultados surpreendentes

 

INSTAGRAM

Uma forma de dividir a experiência em ser uma portadora de ELA, além de compartilhar suas conquistas diárias com o objetivo de motivar outras pessoas diagnosticadas com a doença veio através da página no Instagram: tialedaamor. Lá é possível acompanha a rotina de Lêda narrada por ela e seus momentos vividos com pessoas do seu cotidiano.  Acesse: https://www.instagram.com/tialedaamor/

DEPOIMENTOS

No site ‘Comunicação Integrada do Ser’, da fonoaudióloga, Karinne Bandeira, encontramos alguns depoimentos de Lêda. Ela começa assim: “É verdade, tenho ELA, mas SOU FELIZ e tenho uma VIDA NORMAL”.

“Essa sou eu, feliz, alegre, divertida, bem humorada, com força de vontade de aceitar e vencer os desafios, agradecida a Deus pelo precioso dom da vida e por estar com saúde para viver uns bons e longos anos ao lado da minha família que tanto amo, meu marido, filhas, neto e genros”, ressalta.

“Minha médica solicitou um exame que confirmou o diagnóstico de ELA. Fiquei feliz, pois finalmente sabiam que doença eu tinha e assim poderiam me tratar corretamente”, lembra Lêda.

Segundo ela, uma das suas maiores dificuldades atuais é na fala. “Para quem não convive comigo é difícil me entender. Mas, faz parte". Recentemente Lêda realizou uma traqueostomia. Hoje, faz uso do respirador e da gastrostomia, ou seja, de uma sonda alimentar. O que não impede suas atividades cotidianas.

“Porém quando bate uma franqueza no corpo deito na cama, olho para os dois lados, e decido que não vou me entregar a fraqueza, na mesma hora me levanto, faço uma faxina na casa inteira e me sinto revigorada e feliz”, conclui Lêda.