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Instituto de Assistência à Saúde dos Servidores do Estado de Alagoas
Segunda, 18 Abril 2022 17:41

Autismo: primeiros sinais, sintomas e possíveis causas

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O autismo é um transtorno no desenvolvimento neurológico da criança que gera alterações na comunicação, dificuldade (ou ausência) de interação social e mudanças no comportamento, sendo geralmente identificado entre os 12 e 24 meses de idade.

Pessoas com autismo podem apresentar algumas características específicas, como manter pouco contato visual, ter dificuldade para falar ou expressar ideias e sentimentos, e ficar desconfortáveis em situações sociais, além de poderem apresentar comportamentos repetitivos, como ficar muito tempo balançando o corpo para frente e para trás, por exemplo.

É importante ressaltar que o autismo não é uma doença, mas sim um modo diferente de se expressar e reagir, que, apesar de não ter cura, não se agrava com o avanço da idade. Quanto mais cedo for realizado o diagnóstico e iniciado o tratamento melhor será a qualidade de vida e a autonomia da pessoa.

PRINCIPAIS SINAIS E SINTOMAS

Alguns dos principais sinais e sintomas que caracterizam o autismo incluem:

  • Dificuldade na interação social, mantendo pouco contato visual, expressão facial ou gestos, ter dificuldade em fazer amigos, e em expressar ideias e emoções; 
  • Prejuízo na comunicação, como ter dificuldade em iniciar ou manter uma conversa, compreender o ponto de vista de outras pessoas, entender figuras de linguagem, humor ou sarcasmo, manter um tom de voz monótona (parecendo um robô), ou deixar de responder ou demorar a responder quando chamado; 
  • Alterações comportamentais, como não saber brincar de faz de conta, ficar aborrecido com pequenas mudanças nos hábitos ou ter muito interesse por algo muito específico, como a asa de um avião ou números; 
  • Comportamentos repetitivos, como ficar muito tempo sentado balançando o corpo para frente e para trás e repetir várias vezes algumas palavras ou frases. 
  • Além disso, pessoas com autismo também podem ter dificuldade para dormir e apresentar nervosismo ou agitação frequentes. Estes sinais podem ser tão leves que algumas vezes acabam passando despercebidos, mas também podem ser moderados a graves, interferindo no comportamento e na comunicação. 

ALTERAÇÕES DE COMPORTAMENTO

As crianças com autismo têm muitas vezes desvios ao comportamento que seria esperado de uma criança sem autismo, como ter um padrão repetitivo de movimentos e fixação por objetos. De forma geral, algumas das características do autismo que podem ajudar no seu diagnóstico são:

  • Relacionamento interpessoal afetado;
  • Riso inapropriado;
  • Não olhar nos olhos;
  • Frieza emocional;
  • Poucas demonstrações de dor;
  • Gostar de brincar sempre com o mesmo brinquedo ou objeto;
  • Dificuldade em focar-se numa tarefa simples e concretizá-la;
  • Preferência por ficar só do que brincar com outras crianças;
  • Não ter, aparentemente, medo de situações perigosas;
  • Ficar repetindo palavras ou frase em locais inapropriados;
  • Não responder quando é chamado pelo nome como se fosse surdo;
  • Acessos de raiva;
  • Dificuldade em expressar seus sentimentos com fala ou gestos.
  • Os autistas leves geralmente são muito inteligentes e extremamente sensíveis a mudanças inesperadas.

COMO CONFIRMAR O DIAGNÓSTICO

O diagnóstico de autismo em crianças e adolescentes deve ser feito por uma equipe multidisciplinar, que pode incluir pediatra, psicólogo, psiquiatra, fonoaudiólogo e neuropsicólogo, e geralmente é feito através da observação da criança, de informações sobre a idade dos pais, gestação e parto, e da realização de alguns testes de diagnóstico, como exame de sangue e testes auditivos.

Já em adultos, o diagnóstico pode ser um pouco mais difícil, pois os sintomas do autismo são similares a outros transtornos, como ansiedade ou transtorno de déficit de atenção. Por isso, ao perceber sinais e sintomas, como dificuldade de interação social e comunicação ou comportamentos repetitivos, é aconselhado passar por uma consulta com um neuropsicólogo ou psiquiatra, para que seja feita uma avaliação adequada.

O autismo muitas vezes pode ser leve e confundido com timidez, falta de atenção ou “esquisitice”. Por isso, em caso de dúvidas, é recomendado realizar uma consulta com um médico para fazer uma avaliação e indicar o tratamento mais adequado.

O QUE CAUSA O AUTISMO

As causas do autismo ainda não são totalmente conhecidas, no entanto estudos mais atuais sugerem que os fatores genéticos, hereditários e ambientais, são os principais relacionados com o desenvolvimento do transtorno.

ALGUMAS DAS POSSÍVEIS CAUSAS DO AUTISMO INCLUEM:

Causa hereditária: pessoa com irmãos com a síndrome, apresenta um maior risco de desenvolver autismo;

Doenças genéticas: ter algumas doenças genéticas, como síndrome de Down, síndrome do X frágil, síndrome de Rett e esclerose tuberosa, podem aumentar as chances de desenvolver o autismo;

Fatores ambientais, como gravidez de alto risco, pais com idade avançada, parto induzido, consumo de bebidas alcoólicas, tabaco, medicamentos ou outras drogas durante a gestação, ou baixo peso ao nascer.

Outros fatores ambientais que podem estar relacionados com o desenvolvimento autismo incluem a exposição, durante a gestação, a compostos tóxicos, como inseticidas com DDT, bifenilospoliclorados (PCBs), chumbo e mercúrio inorgânico, por exemplo.