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Instituto de Assistência à Saúde dos Servidores do Estado de Alagoas
Quinta, 18 Fevereiro 2021 19:41

Uma boa alimentação fortalece o sistema imunológico

Fonte: www.correiobraziliense.com.br

Com a pandemia do novo coronavírus, reforçar o sistema imunológico tornou-se mais uma preocupação, pois quando ele está debilitado, o corpo fala, e é preciso ouvir os sinais. “Cansaço excessivo, infecções recorrentes, doenças simples como gripe e resfriado que demoram para passar são alguns deles”, enumera a nutricionista Denise Ramos.

A especialista aponta que seguir uma dieta equilibrada pode ajudar a reverter esse quadro e reforçar as defesas do corpo contra infecções por vírus e bactérias. “É importante ter uma alimentação saudável, balanceada para suprir todas as necessidades do nosso corpo. Desta forma, a gente evita a evolução de infecções mais graves”, afirma.

Mas, então, o que comer para fortalecer as células de defesa? “É prestar atenção ao intestino, que é nosso segundo cérebro. Uma coisa interessante é que 90% da serotonina é produzida no intestino. A serotonina regula não apenas o humor, mas o sono, o apetite, a sensibilidade à dor e funções intelectuais”, ressalta Denise. Por isso, ela recomenda alimentos que melhoram a função intestinal: “Beber muita água, ingerir todos os dias algo cru, como couve-flor e brócolis, além de sementes e castanhas”.

Todos os dias, a professora Grazielly Tavares acorda às 5h30 e prepara um “shot” de imunidade: mistura gengibre, água, própolis e limão, e dá início à rotina de exercícios matinais. Para ela, a mudança nos hábitos alimentares contribuiu para fortalecer o organismo. “Eu tenho exames de antes e depois. A glicose e todas as taxas melhoraram bastante, a imunidade principalmente”.

Quem vê Grazielly, hoje, frequentando a academia diariamente e se alimentando de legumes e verduras, evitando carboidratos, não imagina que há pouco menos de dois anos o cotidiano dela era bem diferente: “Comia muito pão, muito arroz, e no fim de semana era muita cerveja”, lembra. “Tinha certa compulsão por comida. Nos momentos de ansiedade, descontava. Via que o corpo estava cheio, mas a mente não me deixava parar”.

A alimentação desregrada impactava no controle da imunidade. Durante uma consulta médica para tratar da quinta infecção na garganta em um ano, o médico disse à Grazielly: “Ou você passa a se cuidar melhor, ou vamos ter de fazer uma cirurgia para retirar as amígdalas”. Desde que mudou de hábitos, é raro ela ficar doente. “Só tenho crises de rinite. Nada é de repente, é um processo. Faço terapia, além do acompanhamento com a nutricionista”, cita a professora, que direcionou a válvula de escape para a atividade física. “Tem dia que fico mais de uma hora na esteira e nem percebo”.

Hábito alimentar

A mudança no padrão alimentar passa por uma alteração em hábitos arraigados desde a infância, por isso, é tão difícil alterá-los, explica a nutricionista Gláucia Medeiros. “As pessoas associam mudança de hábito alimentar à dieta, quando, na verdade, quem busca por uma alimentação adequada ou por uma qualidade de vida, do ponto de vista de saúde, tem de pensar em estilo de vida. Então, naquele hábito que tem desde criança, introduzir alguma novidade é mais difícil”.

Por isso, a orientação é começar a mudança gradualmente, por uma das refeições, e depois ampliar para as demais, além de manter a atenção focada enquanto estiver se alimentando. “Basicamente, aumentando o consumo de frutas, verduras e alimentos menos processados. Quanto menos industrializada a alimentação, melhor para o corpo”, reforça Gláucia. Assim, a dica que ela dá é “descascar mais e desembalar menos”, prezando também pelas cores no prato: quanto mais colorido, mais variado em nutrientes.

Obesidade

Entre os fatores de risco para a infecção pelo novo coronavírus está a obesidade e, tratá-la, é uma forma de evitar casos mais graves da doença. No entanto, é preciso reforçar que não há tratamento precoce para a covid-19. “O que vai ajudar a reduzir o contágio pela covid é o isolamento, o uso de máscaras e álcool gel. Mas, seguir um estilo de vida saudável, ter um peso adequado para a altura e tratar a obesidade reduz o risco de complicações graves”, argumenta a endocrinologista Fernanda Salles.

Ela frisa que não é um alimento específico que vai transformar o funcionamento do sistema imune, mas, sim, o conjunto da dieta. “Isso inclui a forma de viver como um todo: alimentação saudável e balanceada, exercício físico, sono de qualidade, redução de estresse e ansiedade, tratamento de outras doenças crônicas”.

Fortaleça a imunidade

Onde encontrar

» Vitamina A: em alimentos de cor amarela ou alaranjada como manga, cenoura, abóbora, damasco, pêssego, agrião, almeirão, couve, espinafre, rúcula, batata-doce, abacaxi, ameixa, caju, carambola, maracujá, milho e tangerina

» Vitamina C: laranja, acerola, limão, kiwi, goiaba, frutas vermelhas, frutas cítricas, brócolis, couve-flor e repolho

» Vitamina E: abacate, azeite de oliva extravirgem, oleaginosas em geral, gérmen de trigo, milho, amêndoas, nozes e castanha do Brasil

» Zinco: cereais integrais, castanhas e amêndoas, carnes vermelha e frutos do mar