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Instituto de Assistência à Saúde dos Servidores do Estado de Alagoas
Sexta, 21 Junho 2019 15:31

Todos nós podemos ter refluxo!

Fonte: www.ativosaude.com

Refluxo é uma condição natural e que pode acontecer com todas as pessoas alguma vez na vida. No entanto, vale lembrar que sua ocorrência significa que há algo errado com o processo natural de digestão, já que se trata do retorno involuntário de conteúdo do estômago para o esôfago e/ou garganta.

Tanto os sintomas como as consequências locais do refluxo estão diretamente relacionadas à presença do ácido clorídrico, secretado no estômago e essencial no processo inicial de digestão para posterior absorção dos nutrientes no esôfago. Por isso, quando a condição acontece, é comum que o paciente sinta uma acidez característica.

O que é refluxo?

Conforme explica o gastrocirurgião e endoscopista Eduardo Grecco, do Instituto EndoVitta, o refluxo é o retorno do conteúdo do estômago, que é ácido, para o esôfago. “E como o esôfago não é preparado para receber esse ácido, ele reclama na forma de sintomas”, afirma o especialista.

Existe uma barreira mecânica na transição esofagogástrica repleta de estruturas, porém a principal delas é o esfíncter inferior do esôfago, uma espécie de válvula cuja falha resulta no refluxo. O gastrocirurgião também explica que existem dois tipos de refluxo:

Refluxo fisiológico

Ocorre em todas as pessoas, geralmente ocasionado pelo relaxamento transitório do esfíncter inferior do esôfago e também após uma refeição muito volumosa, por exemplo. É uma condição esporádica e transitória, portanto não chega a causar transtornos ao paciente.

Refluxo patológico

É quando os episódios de refluxo são frequentes e associados a outros sintomas, causando desconforto e redução da qualidade vida do paciente. Nesse caso, vale a pena investigar a fundo suas causas e suspeitar de refluxo gastroesofágico (DRGE).

O que causa refluxo?

A causa é multifatorial, porém o principal motivo é uma falha no esfíncter inferior do esôfago, que é um anel de fibras musculares que funciona como uma válvula e que, teoricamente, não deixaria o conteúdo ácido do estômago retornar para o esôfago.

Refluxo em bebê

Os bebês costumam ter refluxo porque o trato digestivo deles ainda está em formação e, assim, podem apresentar sintomas como a regurgitação ou ter manifestações como irritação, choro, dificuldade de respirar e apneia.

Recusa em mamar, chiado no peito, infecções de garganta e ouvido e resistência para dormir também podem ser sinais de refluxo.

O refluxo também pode prejudicar o desenvolvimento da criança, impedindo que ela se alimente com tranqüilidade e, até mesmo, sofra acidentes ao engasgar com a regurgitação.

A boa notícia é que com a introdução alimentar de ingredientes sólidos os refluxos tendem a desaparecer.

Refluxo na gravidez

Mulheres que estão passando por uma gestação podem ter refluxo por conta da produção de progesterona, principal hormônio da gravidez. Esse componente acaba por deixar o funcionamento do sistema digestivo mais lento e, consequentemente, mais episódios de refluxo aparecem.

Além disso, conforme o desenvolvimento do bebê acontece no útero, maior é a pressão dele sob o estômago, o que possibilita que o suco gástrico estomacal faça o caminho inverso e retorne para o esôfago.

O especialista conta que os sintomas costumam ficar mais fortes e frequentes a partir da 27ª semana de gestação.

Fatores de risco

Quando o assunto são fatores de risco do refluxo gastroesofágico, o destaque é para quem:

  • Está grávida
  • Consome tabaco
  • Tem obesidade
  • Tem hérnia de hiato
  • É diabético
  • Faz refeições exageradas

Há ainda o fator alimentação, que pode ser determinante, já que alguns ingredientes podem contribuir para o refluxo, como chocolate, pimenta, frituras, café e bebidas alcoólicas.

Sintomas

Os principais sintomas são:

  • Sensação de queimação no peito e na garganta
  • Regurgitação ácida

Existem também os sintomas atípicos, que são:

  • Rouquidão
  • Tosse seca
  • Mau hálito
  • Boca amarga

Os sintomas também podem estar presentes em outras doenças, caso das gastrites e úlceras. Por isso, é importante procurar um médico especialista para o diagnóstico correto.